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Sinceridade que ofende não é franqueza: É grosseria

Business people conflictA sinceridade sem equilíbrio, fere e humilha. Existem pessoas que confundem sinceridade com a vontade de explodir em palavras e não conseguir controlar o impulso. Saber falar e usar de bom senso são características de pessoas sensatas e inteligentes.

O indispensável equilíbrio da sinceridade.

O verdadeiro sincero é aquele que não mente, não inventa e não fantasia em benefício próprio, pois respeita a transparência dos fatos, pensamentos, vontades e sentimentos das outras pessoas que estão ao seu redor, seja na empresa, em casa ou em relação aos amigos. Ele deve ser capaz de promover a harmonia e o equilíbrio em todos os lugares através de palavras sinceras e oportunas, em especial por saber a hora certa de fazer comentários e dar opiniões. Não é uma tarefa fácil, mas é essencial.

É como diz a frase “A franqueza que ofende não é sinceridade: é grosseria.” Dante Veoleci

Ser sincero não é ser grosso. Ser verdadeiro não é magoar. O problema é que as pessoas confundem as coisas. Porque ser somente sincero não faz ninguém ser verdadeiro. Pode-se muito bem se dizer tudo o que se pensa sobre um assunto ou pessoa e não se está falando em nome da verdade.

Ser autêntico significa ser sincero consigo mesmo…

Sinceridade significa autenticidade – ser sincero é não ser falso, é não usar máscaras. Mas isso não significa que você tenha que jogar na cara das pessoas os defeitos delas, ou espalhá-los para os outros. As pessoas são como são. Cabe a você ser verdadeiro consigo mesmo.

A preocupação com o “sentir” do outro pode ser decisiva em qualquer relação. É preciso aprender, definitivamente, a se colocar no lugar do outro, pois somente dessa forma pode entender muitas coisas e respeitar o espaço e individualidade alheios.

Devemos nos preocupar com a forma que tudo é expresso.

Pessoas expressivas demais correm o risco de colocar tudo a perder pelo simples fato de não conseguir guardar uma opinião. A sinceridade pode ser prejudicial se não for usada na hora ideal; a franqueza e verdade devem ser expressas de forma sublime e cautelosa dosando-as com sensatez e equilíbrio.

Nem todos estão prontos para receber uma crítica ou orientação se estiver num momento de tensão. Chamo de “sincericídio” o ato de dizer o que se pensa em qualquer momento e para qualquer pessoa de forma indiscriminada, simplesmente pelo fato de não suportar “segurar” o que sente. Existem muitas pessoas assim, que confundem a sinceridade com a vontade de explodir em palavras e não conseguir controlar sua língua.

A sinceridade dentro de casa ou em qualquer outro tipo de relação pessoal, seja ela entre amigos, parentes, etc., deve ser um algo a mais e não motivo para brigas, discussões ou rompimentos. Precisamos desse traquejo com o que falamos e, principalmente, com a forma que fazemos isso. As palavras ditas não voltam atrás e podem machucar muito.

Todos devem agir de forma sutil e contornar os momentos de crise com elegância e boa educação – têm que ser verdadeiros em tudo, mesmo em situações difíceis. Muitos conflitos acontecem porque as pessoas não são preparadas para esclarecer certos assuntos ou discutir problemas de rotina – são imediatistas e não se conformam em ter cautela pra não machucar ninguém.

De nada adianta ser uma pessoa superdotada cheia de habilidades se não sabe dominar a língua.

É fundamental saber a hora certa de falar qualquer coisa e, mais ainda, ter discernimento para usar palavras corretas de forma que não magoe, incentive uma represália ou ofenda a pessoa. Talvez esperar algumas horas ou dias para se tocar no assunto seja a atitude mais sensata e gentil a ser tomada.

“Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato.” Provérbios 10:19

Texto adaptado

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